Ômega-3: o suplemento que conquistou o mundo
Um mercado de bilhões, décadas de pesquisa e uma resposta que ainda incomoda quem vende a cápsula.
Entre numa farmácia hoje. Vá até a prateleira de suplementos.
Você vai encontrar cápsulas de óleo de peixe simples e baratas. Diversas fórmulas diferentes e muitas semelhantes. Vai encontrar marcas premium de óleo de krill, óleo de salmão selvagem, óleo de algas para veganos.
Vai ver embalagens prometendo “saúde do cérebro”, “saúde do coração”, “saúde das articulações”, “saúde dos olhos”.
Vai ver gomas, líquidos, doses infantis, doses para gestantes, doses para o idoso.
O número por trás dessa prateleira é maior do que parece: o mercado global de suplementos de ômega-3 foi estimado em US$ 7,68 bilhões em 2024, com projeção de chegar a US$ 12,89 bilhões até 2030. Bilhões.
Para uma cápsula que, em tese, faz a menos do que comer sardinha.
A pergunta dessa edição é simples: o ômega-3 realmente faz tudo isso que prometem?
E a resposta, depois de décadas de estudos, dezenas de milhares de pacientes acompanhados e algumas dezenas de bilhões de dólares vendidos, é menos animadora do que o rótulo da cápsula sugere.
🐟 O que é ômega-3, afinal?
Antes de qualquer coisa, é importante entender o que estamos falando.
Existem três grupos principais de “macronutrientes” na nossa alimentação: gorduras, carboidratos e proteínas.
Dentro das gorduras, temos os chamados ácidos graxos. Deles, existem alguns tipos que nosso corpo não consegue fabricar sozinho. Por isso são chamadas de “essenciais” — você precisa obter pela alimentação.
O ômega-3 é uma delas. (O ômega-6 é a outra, mas isso é conversa para outra edição.)
Dentro do guarda-chuva “ômega-3”, existem três moléculas principais:
ALA (ácido alfa-linolênico): vem de plantas, linhaça, chia, nozes, soja, canola.
EPA (ácido eicosapentaenoico): vem principalmente de peixes oleosos.
DHA (ácido docosahexaenoico): também vem de peixes oleosos.
Aqui já está o primeiro detalhe importante: EPA e DHA são as formas biologicamente ativas, ou seja, as que de fato fazem alguma coisa no nosso corpo.
O ALA, das plantas, precisa ser convertido em EPA e DHA dentro do organismo. E essa conversão é péssima, menos de 10% do ALA vira EPA/DHA útil.
Tradução: comer linhaça é bom, mas se você quer “ômega-3 ativo” de verdade, é dos peixes (ou das algas, que é de onde os peixes tiram).
Sim, a principal fonte do ômega-3 do peixe é a alga que elecome. O peixe é um intermediário muito eficiente. Por isso existem suplementos de ômega-3 derivados de alga, vendidos como alternativa vegana.
EPA e DHA são abundantes em salmão, sardinha, atum, anchovas. Uma porção de 100g de sardinha, por exemplo, fornece cerca de 1,5g de EPA+DHA, o ****equivalente a algumas cápsulas do mercado.
Guarde essa informação. Vamos voltar a ela.
De onde veio o hype do ômega-3?
A história começa nos anos 70, na Groenlândia.
Dois pesquisadores dinamarqueses, Bang e Dyerberg, foram estudar os Esquimós, povo indígena do Ártico que vive do que caça e pesca: focas, baleias, peixes. A dieta deles é extremamente rica em gorduras desses peixes, e portanto, em ômega-3.
Comparando esses esquimós com dinamarqueses, eles encontraram algo aparentemente extraordinário: os esquimós tinham muito menos infarto que os europeus.
A conclusão pareceu óbvia: o ômega-3 dos peixes e mamíferos marinhos estava protegendo o coração.
Nascia, ali, o mito fundador.
Nas décadas seguintes, vieram estudos observacionais em populações europeias e americanas que pareciam reforçar a história: quem comia peixe pelo menos uma vez por semana morria menos de doença cardíaca.
Depois, vieram os primeiros ensaios clínicos modestos: DART (1989) e GISSI-Prevenzione (1999), sugerindo que cápsulas de óleo de peixe reduziriam morte após infarto. Estudos com muitas falhas pelos padrões de hoje, mas o suficiente para que a história se propagasse.
Na ciência básica, em tubos de ensaio, em modelos animais, em estudos pequenos com humanos… tudo parecia convergir.
Ômega-3 reduzia inflamação, reduzia triglicérides, parecia estabilizar batimentos. As cápsulas, antes obscuras, viraram um fenômeno comercial e cultural. Primeiro como suplemento de balcão. Depois como medicação prescrita em fórmulas concentradas.
E o mercado global de bilhões nasceu sobre esse alicerce.
O problema é que o alicerce não se sustentou
Em 2020, pesquisadores dinamarqueses fizeram o que ninguém havia feito antes: o primeiro estudo prospectivo de longo prazo, dentro da própria população dos esquimós, para testar a hipótese que iniciou toda essa história.
Eles acompanharam 2.924 esquimós da Groenlândia por quase 10 anos, medindo os níveis reais de EPA+DHA nas membranas das células do sangue e cruzando com eventos cardiovasculares.
O resultado, publicado na revista Atherosclerosis: nenhuma associação entre ômega-3 e risco cardiovascular.
Nem com infarto. Nem com AVC. Nem com a chamada “doença cardíaca isquêmica” em geral.
Em outras palavras: a história que iniciou um mercado de bilhões — o esquimó come peixe e não infarta — nunca foi confirmada no próprio esquimó.
Mas o mercado já estava de pé. E os bilhões da indústria de suplementos, dentro do bolso.
Mas e os estudos robustos modernos? Ômega-3 reduz risco de infarto?
Esta é a parte em que precisamos olhar pros dados com calma. Porque os gurus da internet e a própria indústria wellness e de suplementos adoram apontar para algum estudo positivo para sustentar a venda. Vamos por partes.
1. Doses baixas (1 a 1,8 g/dia) → resultado neutro
Nos últimos 15 anos, foram conduzidos vários ensaios clínicos grandes — ALPHA-OMEGA, ASCEND, OMEGA, OMEMI, Risk and Prevention, VITAL — testando doses “normais” de ômega-3 (1 a 1,8 g/dia) em diferentes perfis de pessoas: com e sem doença cardíaca, com e sem diabetes, idosos, pessoas após infarto.
Juntos, esses estudos somam mais de 50.000 participantes.
Resultado conjunto: nenhum efeito relevante em infarto, AVC ou morte cardiovascular.
Em 2020, a Cochrane — referência mundial em revisão de evidências — analisou conjuntamente 86 estudos randomizados, com 162.796 participantes.
A conclusão é uma das mais robustas que a ciência médica produziu sobre o tema: aumentar a ingestão de ômega-3 de cadeia longa (o EPA+DHA dos peixes) tem pouco ou nenhum efeito sobre mortalidade geral, mortalidade cardiovascular ou eventos cardíacos importantes.
Para evitar uma única morte por doença cardíaca, 334 pessoas precisariam tomar ômega-3 por vários anos. Para evitar um único evento cardíaco, 167 pessoas precisariam suplementar.
Tradução prática: o benefício, se existe, é tão pequeno que individualmente é quase irrelevante.
3. Doses altas: o caso REDUCE-IT e o problema do placebo
Se dose baixa não funciona, talvez dose alta funcione? Foi essa a hipótese de dois grandes estudos.
O REDUCE-IT (2018) testou 4 g/dia de EPA puro (em forma medicamentosa) em 8.179 pessoas de alto risco, com triglicérides elevado. Resultado anunciado em todo o mundo: redução de 25% em eventos cardiovasculares.
Manchete em todos os jornais. Aprovação na FDA. Bilhões em vendas de uma versão prescrita do ômega-3.
Mas tem um detalhe que fica escondido nas entrelinhas.
O “placebo” do REDUCE-IT — aquilo que os participantes do grupo controle tomavam para comparar — não era uma substância neutra. Era óleo mineral. E óleo mineral, sabe-se hoje, aumenta o colesterol LDL e marcadores de inflamação.
Para entender o problema: imagine que você queira testar se um remédio funciona. Você dá o remédio para um grupo e dá um “placebo” para o outro. Mas se esse “placebo” na verdade piora a saúde do grupo controle, então o remédio parece muito melhor do que ele realmente é. Não porque ele cura — mas porque o “outro lado” da comparação está adoecendo.
Foi exatamente o que aconteceu no REDUCE-IT. A comparação ficou viciada.
4. STRENGTH (2020): a nova comparação
Para resolver essa dúvida, foi conduzido o estudo STRENGTH: mesmo desenho, 13.078 pessoas, 4 g/dia de EPA+DHA versus óleo de milho como placebo (uma substância mais neutra).
Resultado: nenhum benefício em eventos cardiovasculares. O estudo foi interrompido antes do tempo previsto, porque já estava claro que não havia diferença.
E mais: o STRENGTH confirmou um problema sério que vamos discutir já já.
A frase-síntese de décadas de pesquisa, dezenas de milhares de pessoas e dezenas de bilhões de dólares investidos é:
Para a maioria das pessoas saudáveis (ou mesmo de alto risco cardiovascular), a cápsula de ômega-3 não previne infarto.
Atenção!
Uma outra diferença entre esses dois estudos foi a concentração de EPA vs DHA. O estudo positivo (REDUCE-IT) apresentava concentração muito superior de EPA e pode ter contribuído com o resultado do estudo. Devido à dificuldade de leitura dos dados pela presença do óleo mineral, essa resposta ainda não sabemos.
Se existe algum benefício, é mais provável que ele seja derivado do EPA.
5. A exceção que confirma a regra: o estudo PISCES em pacientes em hemodiálise
Para ser honesto com a evidência, preciso comentar um estudo recente.
Em novembro de 2025, foi publicado no New England Journal of Medicine o PISCES: pacientes em hemodiálise (pessoas com insuficiência renal grave, dependentes de máquina para filtrar o sangue), foram sorteados para 4 g/dia de ômega-3 ou óleo de milho como placebo, por 3,5 anos. O resultado foi dramático: 43% de redução em eventos cardiovasculares graves, com queda também na mortalidade cardíaca.
Mas é importante contextualizar: pacientes em hemodiálise têm inflamação crônica e níveis basais de ômega-3 entre os mais baixos descritos na literatura médica. É possível que, nesse grupo específico, a suplementação não esteja “tratando” uma doença e sim corrigindo uma deficiência real.
Além disso, essa drástica redução possivelmente está inflacionada. A própria editora do NEJM publicou um editorial junto, sugerindo cautela e pedindo um estudo confirmatório antes de mudar a prática clínica em larga escala.
Pra qualquer leitor que não está em hemodiálise, ou seja, a imensa maioria dos leitores desta newsletter, o PISCES não muda a equação. A cápsula segue sem evidência de benefício para a população geral.
E tem um efeito colateral relevante
Aqui começa a parte que mais me incomoda como cardiologista.
Os mesmos estudos modernos que mostraram que ômega-3 não previne infarto revelaram outra coisa muito menos divulgada: a cápsula aumenta o risco de fibrilação atrial.
O que é fibrilação atrial?
Fibrilação atrial (ou “FA”, como chamamos no jargão) é a arritmia cardíaca mais comum no mundo. É uma desorganização elétrica que faz o átrio do coração bater de forma caótica, irregular, sem ritmo.
Sintomas comuns: palpitação, cansaço, falta de ar, tontura. Mas o mais grave nem é o sintoma. É o que ela causa: o sangue não circula direito dentro do átrio, forma coágulos, e esses coágulos podem ir para o cérebro e causar AVC.
O que os estudos mostraram
REDUCE-IT: 48% mais hospitalizações por fibrilação atrial no grupo do ômega-3 vs placebo.
STRENGTH: 69% mais fibrilação atrial.
OMEMI: 84% mais (perto da significância estatística, p=0,06).
E não é só nos ensaios. Em 2025, foi publicado um estudo do UK Biobank no Journal of the American Heart Association, analisando dados de centenas de milhares de pessoas: uso regular de ômega-3 esteve associado a maior risco de fibrilação atrial em pessoas previamente saudáveis.
Por que isso acontece?
A explicação biológica é plausível. O ômega-3, em altas doses, se incorpora às membranas das células do átrio do coração. Isso muda como o sinal elétrico se propaga nessas células. Em algumas pessoas, essa mudança aumenta a probabilidade de o ritmo “se desorganizar” e nascer a fibrilação atrial.
E aqui está o ponto que me preocupa:
O perfil de quem é mais incentivado a tomar ômega-3: pessoas com triglicérides alto, hipertensos, obesos, diabéticos, com apneia do sono — é exatamente o mesmo perfil que já tem maior risco basal de fibrilação atrial.
A cápsula está empurrando essas pessoas ainda mais nessa direção. Em troca de um benefício cardiovascular que, na maior parte dos cenários, é incerto.
Cápsula ou peixe?
Aqui está o ponto que une tudo: por um lado temos estudos que mostram que a cápsula não funciona, mas em paralelo, é bem claro que comer peixe está consistentemente associado a menor mortalidade cardiovascular.
Como assim? Mesma molécula, mesma família de gorduras, resultados totalmente diferentes?
Tem pelo menos quatro razões para essa diferença:
1. Comida inteira é mais que a soma das partes. Um filé de salmão não traz só EPA e DHA. Traz proteína de alta qualidade, selênio, vitamina D, iodo, vitamina B12, e dezenas de outros compostos que agem em sinergia no organismo.
A cápsula, por mais sofisticada que seja, isola apenas dois ácidos graxos.
2. Substituição alimentar. Quem come peixe regularmente come menos carne vermelha e menos carne processada. Essa substituição, por si só, melhora o perfil de gorduras no sangue, reduz inflamação e melhora marcadores cardiometabólicos.
Tomar cápsula não muda o que você comeu no almoço.
3. Biodisponibilidade. A absorção de nutrientes a partir da comida acontece junto com fibras, gorduras e outros componentes naturais. A cápsula precisa ser ingerida com refeição rica em gordura para ser bem absorvida e mesmo assim a absorção é variável.
4. Confundimento por estilo de vida. Quem come peixe regularmente, em geral, se exercita mais, fuma menos, dorme melhor, ingere menos ultraprocessado. Boa parte do benefício observado nos estudos populacionais provavelmente vem desse pacote completo de hábitos e não do peixe isolado.
A síntese é incômoda para a indústria, mas honesta:
Comer peixe oleoso 3 ou mais vezes por semana provavelmente faz bem para o coração. Tomar a versão em cápsula desse mesmo peixe, na maior parte dos casos, não faz nada — e ainda pode te dar fibrilação atrial.
Minha posição prática
Depois de estudar o tema a fundo aqui está onde aterriso hoje:
Se você é saudável e quer “saúde ou prevenir doenças”: não há base científica para começar a tomar cápsula de ômega-3. Inclua peixe na sua rotina, 3 vezes por semana. Sardinha em lata, fresca ou grelhada conta. Salmão conta. Atum conta. Custa menos e faz mais do que qualquer cápsula premium.
Se você tem triglicérides muito alto (acima de 500 mg/dL): existe um papel específico de altas doses de EPA em fórmula prescrita, dentro de um tratamento médico estruturado, com monitoramento. Isso é farmacoterapia, não suplemento. Conversa com seu cardiologista, não com a propaganda do rádio.
Se você está em hemodiálise: vale conversar com seu nefrologista sobre o estudo PISCES. Pode fazer sentido, embora a comunidade médica ainda esteja esperando confirmação em um segundo estudo.
Se você já toma ômega-3 e se sente bem: não há urgência em parar. Mas saiba que você está pagando por um benefício pequeno-a-inexistente, com algum risco extra de fibrilação atrial. Vale a conversa honesta sobre o custo-benefício.
Se você está pensando em começar: antes, dá uma olhada na sua geladeira. Você come peixe 1 a 2 vezes por semana? Se a resposta é não, o investimento mais inteligente da sua saúde é a feira, não a farmácia.
O ômega-3 não é veneno. Longe disso. É um nutriente essencial, com mecanismos biológicos plausíveis, com um arsenal impressionante de marketing por trás. E sustentado por uma das histórias mais sedutoras da nutrição moderna: o esquimó que come peixe e não infarta.
A história é bonita. A ciência, depois de décadas tentando provar, mostrou outra coisa: a história não se sustenta no próprio esquimó, e a cápsula não replica o que o peixe parece fazer.
É um exemplo quase didático de como uma boa hipótese biológica, alguns estudos pequenos e imperfeitos, e bilhões em incentivo comercial podem construir um mercado global antes da ciência ter tempo de dar a resposta definitiva.
Cabe a quem traduz a ciência para o consumidor final fazer o papel chato: te avisar que a sardinha em lata da feira faz mais pela sua saúde do que a cápsula de R$ 50.
E te lembrar que prevenção de infarto não está na prateleira do suplemento.
Está, na esmagadora maioria das vezes, no que você come, no quanto você se mexe, em quanto você dorme, e em como você controla seus números.
Faça menos. Faça certo.
Até semana que vem.
Referências
Grand View Research. Omega 3 Supplements Market Size, Share & Trends Analysis Report, 2024–2030.
Senftleber NK, Albrechtsen A, Lauritzen L, et al. Omega-3 fatty acids and risk of cardiovascular disease in Inuit: First prospective cohort study. Atherosclerosis. 2020;312:28-34.
Abdelhamid AS, Brown TJ, Brainard JS, et al. Omega-3 fatty acids for the primary and secondary prevention of cardiovascular disease. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2020;3:CD003177.
Bhatt DL, Steg PG, Miller M, et al. Cardiovascular Risk Reduction with Icosapent Ethyl for Hypertriglyceridemia (REDUCE-IT). N Engl J Med. 2019;380:11-22.
Nicholls SJ, Lincoff AM, Garcia M, et al. Effect of High-Dose Omega-3 Fatty Acids vs Corn Oil on Major Adverse Cardiovascular Events in Patients at High Cardiovascular Risk: The STRENGTH Randomized Clinical Trial. JAMA. 2020;324(22):2268-2280.
Lok CE, Farkouh M, Hemmelgarn BR, et al. Fish-Oil Supplementation and Cardiovascular Events in Patients Receiving Hemodialysis (PISCES). N Engl J Med. 2025.
Associations Between Plasma Omega-3 and Fish Oil Use With Risk of Atrial Fibrillation in the UK Biobank. J Am Heart Assoc. 2025.



Amei o artigo, uns 10 anos atrás minha filha caçula adoeceu, como não encontrei solução na medicina tradicional, queriam entupir ela de corticóides, e ela já estava em falência existencial, para resumir os sintomas físicos e emocionais; comecei a estudar exaustivamente tudo o que trouxesse melhora. Dr. Lair Ribeiro, Dr. Cícero Coimbra, Dr. Samuel Dalle Laste, Dr. Fernando Lemos e outros, foram protagonistas nessa jornada durante esses anos. Saúde é estilo de vida, esses medicos incríveis ensinam uma medicina integrativa que nos salva de nós mesmos. Fui aprendendo a mudar nossa alimentação, incluindo peixes e azeite de oliva (Ômega 9 e polifenóis), além de alimentos frescos e integrais, em pouco tempo ela foi melhorando. Além disso me formei como psicanalista e terapeuta de várias técnicas como EFT, TRG (reprocessamento generativo), Reflexologia e medicina chinesa, florais... Para complementar, yoga que além de ajudar na manutenção do corpo, trás benefícios para a mente. Enfim, contei tudo isso porque ao ler seu artigo, vem aquele sentimento de incompreensão, de como as pessoas imaginam que algumas cápsulas magicamente vão salvar suas vidas. Hoje minha filha é mais saudável do que a maioria dos jovens da sua idade, e eu aos 51 anos não tenho nem dor de cabeça, brinco que estou mais jovem a cada dia. Não existe fórmula milagrosa. A indústria farmacêutica lucra com esse desejo, no entanto, saúde sempre vai ser estilo de vida. Parabéns pelo seu texto, muito detalhado e corajoso. Um abraço.