Eu sempre tive vontade de vir ao congresso europeu de cardiologia.
É o maior evento científico de cardiologia do mundo.
E tenho uma história particular que me deixa muito realizado de estar aqui.
Há 03 anos eu fui para meu primeiro congresso internacional.
O congresso da American Heart Association, o terceiro maior do mundo (de cardiologia).
Lá tive a experiência de apresentar os resultados do meu mestrado e a experiência foi MUITO boa.
Ver pessoas do mundo inteiro levando suas pesquisas e discutindo com você é impactante e te motiva a continuar
Foi quando tracei uma meta:
Fazer o mesmo com o congresso europeu.
O maior do mundo.
Três anos depois, consegui fazer isso. E dessa vez, apresentando os resultados inicias do meu doutorado.
Para quem está curioso, a minha linha de pesquisa é em infarto. Tanto o mestrado quanto o doutorado.
Pelo nome da newsletter já deu para perceber que gosto desse tema né? 😂
Bom, em virtude do congresso, hoje não tinha pretensão de escrever aqui.
Mas como estou passando muitas horas entre avião e aeroporto para voltar à rotina no Brasil, resolvi trazer um pouco dessa história e do congresso.
Pois além de toda essa minha história e meta pessoal, o congresso europeu é muito mais do que isso.
É onde as principais novidades são divulgadas e onde a medicina é discutida com a profundidade que o paciente precisa.
Cada pesquisa tem sua discussão, em que qualquer pessoa do mundo pode perguntar diretamente para os responsáveis e assim, a medicina se desenvolve.
É como se Cristiano Ronaldo, Messi, Neymar e outros gênios do futebol se reunissem para debater técnicas e habilidades de futebol com outros jogadores.
De qualquer país.
De qualquer divisão.
Sem barreira nenhuma.
Realmente impressionante e motiva a continuar estudando e traduzindo toda essa ciência para a prática do dia-a-dia.
Nesse ano, tiveram algumas novidades pertinentes a quem se interessa por saúde, principalmente do coração.
Primeiro, a famosa ESTATINA manteve-se como uma das principais medicações da cardiologia, agora comprovando que também reduz infartos em idosos!
Um resultado já esperado. Ela não melhorou, porém, a sobrevida deles.
Segundo, um estudo muito grande quis identificar a porcentagem da população que possui placa de gordura no corpo.
O número foi bem impactante e já está por todo lugar. Em jovens que não sentem nada, chegou a 10%! 1 em cada 10 jovens saudáveis podem ter a placa de gordura.
Isso não significa que temos que dar remédio para todo mundo. Apenas reforça o foco que temos que ter no básico bem feito para todos. Prevenir ao máximo ao doença que mais mata no mundo. Pois ela está em todo lugar
Terceiro, tecnologias e procedimentos novos estão se consolidando. Principalmente na minha área de intervenção minimamente invasiva.
Muito impressionante alguns resultados.
Fiz inclusive um treinamento com realidade virtual.
Através do óculos, colocaram a audiência dentro da sala de cirurgia, ao lado do principal cirurgião.
Muito parecido com os passos iniciais do aprendizado na residência médica.
A popularização desses métodos é um passo grande na educação médica.
Por outro lado, uma grande expectativa minha do congressso era sobre Inteligência Artifical.
Apesar de ter sido o “tema” do congresso e com muita pesquisa sendo apresentada, por enquanto nada MUITO impactante.
Seguimos acompanhando a sua rápida evolução e resultados de novos artigos que possam demonstrar o real impacto dela na saúde das pessoas.
Semana que vem eu volto com algum conteúdo de verdade.
Talvez com esse tema da porcentagem de placa de gordura nas pessoas saudáveis, em detalhes e revisado com artigos prévios.
Mas nada decidido ainda. Se gostar desse tema, me avisa aqui!
E se gostou de uma edição assim, mais pessoal, me avisa também. Para saber se devo ou não fazer mais textos assim.
Até a próxima e lembrem-se sempre de focar no básico bem feito.
Fazer menos e fazer certo.
Abraços!





